Consulta com Lucas Otero em Bauru: o que comer no pré-diabetes

Pré-diabetes: o que mudar na alimentação

Pré-diabetes é o estágio em que a glicemia já está acima do normal, mas ainda não chegou ao nível de diabetes. Em números, costuma ser glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%. A boa notícia, que nem sempre é dita com clareza no consultório médico, é que esse quadro tem volta. E a alimentação é a ferramenta que mais pesa para isso.

Antes de seguir: o diagnóstico e o acompanhamento são do seu médico. O que eu faço, como nutricionista, é trabalhar junto com ele na parte que mais muda o resultado no dia a dia, que é o prato.

O que acontece no pré-diabetes

O corpo ainda produz insulina, mas as células respondem pior a ela. É a chamada resistência à insulina. O açúcar demora mais para sair do sangue e a glicemia fica alta mais tempo. Isso costuma andar junto com gordura abdominal, pouca atividade física, sono ruim e uma alimentação com muito carboidrato refinado e pouca fibra.

Quando se mexe nesses fatores, a sensibilidade à insulina melhora e a glicemia cai. Em muitos casos, volta ao normal.

1. Perder um pouco de gordura já muda muito

Não precisa de transformação radical. Perder de 5% a 7% do peso corporal, o que para uma pessoa de 90 kg são 5 a 6 quilos, já reduz de forma importante o risco de evoluir para diabetes. É o que os grandes estudos de prevenção mostraram. E essa perda, feita com calma, é sustentável.

2. Trocar a qualidade do carboidrato, não zerar

O erro mais comum é cortar todo o carboidrato. Isso não se sustenta, e não é necessário. O que faz diferença é a qualidade: trocar pão branco, bolacha, suco e refrigerante por versões com mais fibra e menos açúcar. Arroz e feijão juntos, por exemplo, têm resposta glicêmica muito melhor do que arroz sozinho. Fruta inteira é diferente de suco de fruta.

3. Colocar fibra e proteína em todas as refeições

Fibra e proteína desaceleram a absorção do açúcar. Na prática: comer a salada e a proteína junto com o carboidrato, não um prato só de massa. Um lanche de fruta vira melhor se vier com iogurte ou um punhado de castanhas.

4. Organizar os horários

Ficar muitas horas sem comer e depois fazer uma refeição enorme é o pior cenário para a glicemia. Refeições em horários mais regulares, sem pular o café da manhã e sem jantar exagerado, ajudam o corpo a lidar melhor com o que entra.

5. Mexer o corpo depois de comer

Uma caminhada de 10 a 15 minutos depois das refeições principais reduz o pico de glicemia. É simples, não precisa de academia e tem efeito comprovado. Para quem já treina, o treino de força também melhora a resistência à insulina ao longo do tempo.

O que não adianta

Dieta sem carboidrato por um mês e depois voltar ao normal. Suplemento “para baixar glicemia” sem mudar o prato. Adoçante no café enquanto o resto do dia continua igual. Mudanças pequenas e mantidas valem mais do que grandes e abandonadas.

Resumindo

Pré-diabetes é um aviso, não uma sentença. Perder um pouco de gordura, trocar a qualidade do carboidrato em vez de cortar, colocar fibra e proteína em cada refeição, manter horários e caminhar depois de comer são as mudanças que mais fazem a glicemia cair. Sempre junto com o médico. E se você quiser um plano feito a partir dos seus exames, é assim que funciona o acompanhamento para saúde metabólica.

Quer um plano feito para a sua rotina?

No acompanhamento, a dieta é montada na consulta com o que você já come e ajustada toda semana. Presencial em Bauru ou online.

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Lucas Otero, nutricionista em Bauru

Lucas Otero

Nutricionista em Bauru · CRN-3 48167

Nutricionista desde 2015, pós-graduado em Medicina Esportiva e Musculação Avançada e em Bodybuilder Coach. Mais de 11 mil atendimentos, presencial em Bauru e online. Conheça a história.

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